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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Tradigital - Autodesk Impression




Seguindo a séries de posts sobre tradigital, trago hoje um pouco sobre um software da Autodesk chamado Impression.
O  Autodesk Impression é um software que permite que se utilize como base um desenho feito no AutoCAD e, a partir daí, criar uma apresentação com acabamento que simule lápis de cor, creions, aquarela, etc.


O software reconhece automaticamente as camadas criadas no AutoCAD  e permite, já desde a importação a aplicação de um estilo de finalização escolhido.
Os estilos são customizáveis permitindo ao utilizador a personalização de um estilo próprio de finalização.




Conta-se também com blocos prontos de carros, pessoas, vegetação, etc, que podem ser facilmente utilizados para enriquecer a ilustração.



O programa é fácil de utilizar e possui material de estudo no próprio software (Quick Start Guide), além de tutoriais disponíveis no site da Autodesk.
Quem quiser conhecer vale a pena visitar a comunidade do impression no Site da Autodesk
Abraços







quarta-feira, 2 de maio de 2012

Tradigital


 O desenho de apresentação de projetos de arquitetura, já há um bom tempo, vem abandonando as técnicas tradicionais – Perspectiva a mão e instrumentos, métodos geométricos, arte-finalização a grafite, nanquim, marcadores, pastel, aquarela, etc. – e se voltando para as soluções digitais de representação.

As maquetes eletrônicas foto-realistas têm, por conseguinte ganhado espaço cada vez maior junto aos profissionais e aos clientes.

No entanto, temos percebido uma tendência contrária de se trazer para o desenho arquitetônico a chamada arte Tradigital (termo cunhado pela artista Judith Moncrieff em 1990). O processo se refere a junção de elementos da arte tradicional com tecnologias de representação digital.

Essa junção pode se dar de diversas formas, dentre elas:
  1.  Desenhar uma perspectiva a lápis, escaneá-la e fazer a arte- finalização em um software de ilustração.
  2. Desenvolver a volumetria geral de um projeto em um software de modelagem 3d, imprimir a estrutura de arame (wireframe), e finalizar com instrumentos de desenho convencionais.
  3. Fazer o desenho “a mão” direto no computador, utilizando um tablet (mesa digitalizadora).
  4.  Criar a arte 100% no computador, utilizando os recursos do software para simular uma finalização artística tradicional.

Abaixo trago alguns trabalhos de arquitetos que seguem a linha do Tradigital nas suas representações, mostrando um pouco das possibilidades que esse sistema proporciona.

O Arquiteto Ray Brown mostra nos desenhos abaixo finalizações à mão feitas sobre modelos de Sketchup.



Arquiteto Jim Leggitt tem no seu workflow a sequência: Sketchup- Photoshop – Finalização a mão.


Abaixo alguns exemplos da chamada Dennis Technique ( de Dennis Nikolaiev) com finalização no Photoshop de modelos criados no Sketchup




Em Breve novos posts sobre softwares que trabalham na linha do tradigital.
Não deixem de acompanhar
Abraços.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Making of de Maquete Eletrônica


Olá
Vou falar hoje sobre o passo a passo da produção de uma maquete eletrônica. Na verdade vou falar sobre o processo que eu comumente utilizo nas minhas maquetes de interiores ou exteriores, como essa da imagem abaixo.



1-      Todo processo começa com o recebimento e avaliação do projeto. É a hora de estudar o projeto e definir as estratégias de modelagem.Esse comumente já vem em formato dwg (AutoCAD), se não vier eu o desenho em CAD 2D. Como exemplo para o post vou utilizar o projeto de um criado mudo que utilizei como exercício de detalhamento em minhas aulas.



2-      A partir da base 2d é iniciada a modelagem dos elementos em 3D. Costumo fazer isso no próprio CAD. Todos os elementos são criados a partir de processos de extrusão, revolução, somas, subtrações e interseções de sólidos. Já separo nesse momento todo o projeto em camadas de acordo com os diferentes materiais que utilizarei na maquete final. Com a base da modelagem pronta, exporto o arquivo para o 3Ds Max.


3-      No Max a primeira providência que gosto de tomar é inserir câmeras para definir os ângulos de visão que serão criados. As câmeras disponíveis no Max são semelhantes a câmeras reais. Você pode configurar a posição da câmera, do alvo, escolher as lentes que quer utilizar dentre inúmeras outras opções.


4-      A partir daí aplico um material básico bege, branco ou acinzentado em toda a maquete e inicio testes básicos de iluminação e render. Gosto de fazer essa pré-configuração nesse momento porque consigo gerar renderizações rápidas para os testes e consigo estudar bem a luz e sombra ainda no monocromático. Neste momento a utilização de renderizadores como Mental Ray ou Vray possibilitam o cálculo preciso das reflexões de luz emitidas pelos objetos, assim como diversos efeitos especiais. O 3ds Max permite ainda utilizar uma gama imensa de tipos de lâmpadas, sendo possível controlar cada mínimo detalhe do comportamento das mesmas. (Intensidade, tipo de sombreamento, cor, angulações, atenuações, efeitos volumétricos, etc, etc, etc...)


5-      O próximo passo é a definição dos materiais. É possível determinar todas as propriedades físicas dos materiais como reflexões, refrações, brilho, polidez, texturas, rugosidade, transparências, opacidade, dentre muitas outras. Os materiais são criados e aplicados nos objetos.



6-      Objetos auxiliares, mobiliário, adornos, vegetação são inseridos em seguida. Existem bibliotecas de blocos diversas que podem ser utilizadas para facilitar o trabalho do maquetista.



7-      É hora dos ajustes finais e testes de renderização. Os ajustes finos de iluminação, reflexões, brilhos garantem maior realidade à maquete.

8-      São feitas então as renderizações finais. Dependendo da imagem essa etapa pode demorar muito tempo. É comum que para gerar cada imagem o computador fique processando por 1, 2, 3, 4 horas ou mais, dependendo da qualidade da imagem pretendida, presença de elementos de difícil cálculo como vidros e espelhos, quantidade de polígonos dos objetos, etc.


9-      Por fim as imagens são levadas ao Photoshop para correções finais de brilho, contraste, níveis de iluminação, eliminação de defeitos,cortes de enquadramento, etc.


E assim temos uma representação de um projeto, pronta para ser apresentada ao cliente.
Abraços e até a próxima.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Saudoso THE

Estava aqui relembrando meus tempos de vestibulando, revendo meus antigos exercícios do tempo em que estudava para o temido Teste de Habilidade Específica (THE) da UFC. O teste, até pouco tempo era pré-requisito para quem quisesse se candidatar a uma vaga na faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Ceará.
Considero que o THE tinha um papel fundamental no processo seletivo dos futuros estudantes de Arquitetura.

É preciso entender, em primeiro lugar, que o THE não era simplesmente uma “Prova de Desenho”. Na verdade, o que ele buscava medir primordialmente – através do desenho – era a capacidade de visualização espacial, interpretação tridimensional e percepção de proporções, luz e sombra.

O desenvolvimento dessas habilidades antes do ingresso na faculdade, na minha opinião, permitia um nivelamento inicial dos alunos, possibilitando um maior aproveitamento da turma desde as disciplinas iniciais como desenho de observação e geometria descritiva, o que gerava posteriormente uma melhor compreensão dos sistemas de representação utilizados na linguagem do desenho arquitetônico.

A título de saudosismo deixo registrados abaixo alguns exercícios do meu tempo de vestibulando, questões típicas do THE, para que quem passou pelo teste possa ter boas lembranças, e quem não precisará mais fazê-lo possa conhecer mais ou menos como ele era.

Questões de Rotação: Nestas questões eram apresentados sólidos que deveriam ser redesenhados em posições rotacionadas indicadas.


Questões de encaixe: O objetivo aqui era descobrir a peça que encaixada em outra geraria um bloco 

Questões de encaixe: Aqui o objetivo era encaixar as peças complementares na principal e apresentar o desenho na posição pedida.



 Questões de Sombreamento: O objetivo era completar uma foto de um objeto, utilizando como referência fotos do mesmo objeto em outras posições.




 Questões de sombreamento: Nesta o objetivo era completar uma foto utilizando sombreamento.




Por fim um pouco de diversão para vocês. Criei a seguir uma questão típica de encaixes do teste. Desenhem o sólido que encaixado na peça a esquerda geraria a caixa indicada por linhas tracejadas. O desenho deve ser feito na posição indicada à direita. Enviem o resultado para o meu email (desenhoecg@hotmail.com) que eu lhes mando o Gabarito. Aceitam o desafio?
Boa diversão!!!







quinta-feira, 7 de abril de 2011

Leonar3do


Leonar3do é um Kit de realidade virtual 3D bem interessante. Com ele você pode interagir com o projeto 3d diretamente, através de óculos especiais e um instrumento que lembra um aerógrafo. É possível puxar elementos de dentro do monitor e trabalhar espacialmente criando o seu modelo como se estivesse esculpindo ou pintando em um sólido real.



O site (http://leonar3do.com) é muito interessante, trazendo diversas aplicações para o produto e mostrando a sua funcionalidade.

Os criadores do produto prometem transformar PCs comuns em estações completas de trabalho 3D, a partir dos segundos pontos:

  • Preço acessível a um grande número de usuários. (?)
  • Instalação simples
  • Controle simples e intuitivo
  • Aplicação prática
  • Adaptação ergonômica
  • Tamanho compacto
  • Fácil movimentação entre as interfaces 2D e 3D


É amigos... A realidade virtual em todas as suas vertentes está chegando cada vez mais próxima do dia-a-dia de artistas digitais, arquitetos e designers. Vale a pena estarmos atentos e preparados para as novidades que vêm por ai.

Vejam o vídeo de apresentação do sistema (está em inglês, mas as imagens falam por si )
 Abraços 

quinta-feira, 31 de março de 2011

CAD Avançado

O AutoCAD é o software mais utilizado hoje em dia nos escritórios de Arquitetura e Engenharia. Como instrutor de um ATC (Centro de Treinamento Autorizado da Autodesk – SENAC-Ce) e tendo contato diário com cadistas e estudantes de arquitetura e engenharia, tenho percebido que a tendência é que a maioria dos profissionais não está se atualizando de modo a utilizar completamente o programa. O CAD tem tido uma evolução muito grande desde a versão 2005, trazendo recursos incríveis como Table, Fields, Dynamic Blocks, Sheet Sets, Annotative Objects, Constraints, recursos avançados de Atributos, etc. Recursos que não são estudados em cursos básicos de AutoCAD. (Até por uma questão de carga horária)
Um curso de CAD avançado, com foco em produtividade pode suprir essa necessidade, capacitando o cadista a otimizar o seu trabalho.
Se você é cadista e não entendeu nada do que estou falando, assista ao esse vídeo que fiz, mostrando a aplicação de alguns desses recursos na otimização e aumento de produtividade de desenho arquitetônico: